Juiz que irritou Neymar já foi agredido, deixou expulso jogar e admitiu erros
Enrique Osses, de 41 anos, é um dos árbitros mais experientes do futebol sul-americano. Mas toda a bagagem apitando jogos importantes não lhe deixa fora das polêmicas. Pelo contrário: o chileno tem em seu histórico casos de confusões, agressões sofridas e até problema com cartões durante as partidas.
Ele foi o responsável por apitar Brasil 0x1 Colômbia, no Estádio Monumental, em Santiago, na última quarta-feira, e expulsar Neymar já depois do apito final. O atacante, que atingiu Pablo Armero ao dar um chutão com a bola e se estranhou com Carlos Bacca, se irritou por ter recebido um amarelo em uma chance na qual a bola tocou seu braço.
As reclamações contra o árbitro chileno também aconteceram por parte do técnico Dunga e do meio-campista Elias, que citaram sua atuação em Corinthians x Guaraní-PAR pela volta das oitavas da Libertadores deste ano, quando ele expulsou dois atletas alvinegros - Jadson e Fábio Santos.
Na carreira, Enrique Osses ficou conhecido ao apitar o jogo Barcelona-EQU x Nacional-URU da Libertadores em 2013 e dar dois cartões amarelos ao zagueiro Alejandro Lembro, mas não expulsá-lo. Ele permaneceu ainda cinco minutos em campo antes do juiz perceber o erro.
O árbitro já foi agredido há dez anos, em 2005, durante um jogo do Campeonato Chileno, quando expulsou o goleiro Ignacio González, do Unión Española. O argentino já vinha discutindo com ele durante a partida e levou um amarelo por reclamação, até que Osses correu do meio-campo até a área com o vermelho na mão.
González partiu para cima e deu um empurrão na região do peito, o que fez o juiz ir chão. Posteriormente, o goleiro foi suspenso por 22 jogos.
Enrique Osses também era a maior autoridade na final da Copa Sul-Americana de 2012 entre São Paulo e Tigre-ARG no Morumbi, quando os jogadores argentinos acusaram policiais de agressão no intervalo. A equipe visitante disse que o árbitro foi testemunha dos incidentes, mas que na súmula da final não os colocou, e o time tricolor acabou declarado campeão.
No ano anterior, na decisão do Apertura chileno, a Universidad de Chile goleou por 4 a 1 a Católica, e os atletas do time perdedor quiseram agredir o juiz, criticado por dar dois pênaltis para La U e ter expulsado dois jogadores cruzados. O volante Francisco Pizarro de fato conseguiu, acertando um pontapé, conforme o próprio Osses revelou.
Em 2008, novamente com a Católica envolvida: a equipe perdia por 3 a 1 para o Colo-Colo, e elenco e comissão técnica foram tirar satisfação com o árbitro, dizendo que ele estava favorecendo os rivais. Como resultado, a UC ficou com quatro jogadores a menos, e a vitória acabou com os caciques.
Uma vez, Enrique Osses admitiu erros. E todos em uma final do Chileno.
A Universidad de Chile se sagrou tricampeão nacional com a vitória sobre o O'Higgins na disputa do título do Apertura de 2012, e o apitador reconheceu que "têm alguns erros que foram objetivos e outros que amplificou a imprensa para gerar polêmica".
"Evidentemente o pênalti que cobrou Marino é o erro mais grave, junto com o pênalti de Enzo Gutiérrez. Senti que as críticas tiveram falta de clareza e foram submetidas. Para mim, foram só duas jogadas polêmicas", disse em seu mea-culpa.
Apesar disso, ele foi eleito o melhor árbitro sul-americano daquele ano.
Fonte Antônio Strini, de Santiago (Chile), para o ESPN.com.br

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